Imagino que todos que estão aqui já ouviram falar, em algum momento, sobre Marketing Digital. Claro, não acredito que sejam todos especialistas ou peritos no assunto, mas com certeza já leram a respeito em algum blog, ouviram amigos conversando a respeito ou até fizeram algumas pesquisas por conta própria.

E provavelmente você já se perguntou se esse tal de Marketing Digital é realmente o que há de melhor, ou se não passa de uma daquelas palavras novas e chiques para fazer você parecer mais esperto nas reuniões. Certo?

Por isso, montamos este guia (com carinho ♥) para ajudar a responder essa e outras perguntas, e mostrar pra você o que é o quê. Vamos lá:

Afinal, o que é Marketing Digital?

Como de hábito, a Wikipedia fez um péssimo trabalho ao tentar explicar (e complicar) o conceito, mas vamos começar daqui mesmo:

Marketing digital são ações de comunicação que as empresas podem se utilizar por meio da Internet e da telefonia celular e outros meios digitais para divulgar e comercializar seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar a sua rede… 

Mas heim?!

Uau… Quer uma definição fácil, da qual você consiga se lembrar (e talvez até compreender)? Tá aqui: Marketing Digital é qualquer forma de marketing de produtos ou serviços que envolva meios e canais digitais, tais como (mas não limitados à) sites, blogs, emails marketing, redes sociais e anúncios digitais.

Pronto, bem melhor né? E é exatamente por ter esse conceito super fácil e amplo, que não podemos afirmar que o marketing digital surgiu nos últimos 15 ou 20 anos, como algumas fontes sugerem. Claro, o termo pode ter começado a ser altamente difundido neste período, mas francamente… O Marketing Digital em si já está entre nós há muito (muito) tempo, e não tem necessariamente nenhuma ligação com Google Ads ou Facebook, ok?

Vamos explicar!

Como surgiu o Marketing Digital?

Já parou pra pensar como você se comunicava com seus amigos, familiares e clientes há 15 anos atrás? Provavelmente não era através do Whatsapp nem do Iphone no seu bolso.

Em meio a uma sociedade tecnologicamente imparável (onde nossos próprios filhos ou sobrinhos se perguntam o que diabo nós fazíamos o dia inteiro antes do Whatsapp, Facebook e Playstation), pode ser natural pensar que o Marketing Digital surgiu, como a própria internet ou era dos smartphones, há pouco mais de uma década ou duas.

Na seção anterior você viu alguns dos possíveis canais do Marketing Digital. Você parou pra pensar o que todos eles tem em comum?

Content Is King – Bill Gates, 1996

Conteúdo. Não existe email, post no Facebook, foto no Instagram ou mensagem no Whatsapp sem conteúdo. É por isso que em Marketing, é comum ouvir a frase “Content is King” (originária de um artigo escrito por um tal de Bill Gates no final dos anos 90). Porque de fato, tudo gira em torno do conteúdo. Independente da alegoria utilizada, do ator contratado para o comercial ou do canal utilizado para alcançar o público, o foco é sempre o conteúdo.

Agora já fica muito mais fácil de entender quando digo que tudo isso já existia antes mesmo do Google ou Facebook, certo?

Será que você reconhece o ilustre cavalheiro da foto acima? O nome dele é Guglielmo Marconi, Italiano, nascido em 1874, inventor. O que uma pessoa que viveu em uma época “tão longínqua” (tecnologicamente falando, 150 anos são uma eternidade) tem a ver com algo tão moderno e inovador como o Marketing Digital?

Bom, dentre outras coisas, Marconi foi um engenheiro elétrico conhecido e creditado por ser pioneiro no trabalho em transmissão de ondas de rádio de longa distância, e em 1896 realizou uma demonstração pública de sinais transmitidos sem fio (wireless).

Em outras palavras…esse cara inventou o rádio.

Enquanto demoraram outros 10 anos para o rádio alcançar o público geral, uma coisa é certa: não demorou muito para as pessoas perceberem que poderiam vender coisas através disso. A primeira transmissão ao vivo foi de uma performance de ópera no Met, e adivinhe o que aconteceu depois disso? A venda dos ingressos subiu!

Nada de smartphones, Facebook, Whatsapp ou Email Marketing…aposto que você está surpreso em saber que Marketing Digital não tem necessariamente a ver com Google Ads ou uma fanpage no Facebook.

Claro, também não estou dizendo que um outdoor (lembra deles?) digital da Times Square é Marketing Digital, em oposto ao seu antecessor de papel, simplesmente por ser composto de pixels e eletrodos. A questão é desmitificar e desatrelar o Marketing Digital em si de uma ou outra plataforma ou tecnologia específica. Afinal, impérios tecnológicos vão e vem (alguém lembra do Orkut? MySpace? MSN?), e sua estratégia de marketing digital não pode depender exclusivamente de um canal específico, certo?

Inbound vs Outbound: Quando o novo supera o velho

The king is dead. Long live the king! A tradicional proclamação, mais comumente utilizada em cerimônias de sucessão entre monarcas do que em artigos sobre marketing digital, pode ser um bom começo para explicar esta seção.

Isto porquê o Marketing Digital (também conhecido como Inbound Marketing, principalmente no exterior, e já vamos explicar por que esse termo faz sentido) é exatamente isso: uma quebra com uma longa era (quadrada e engessada, do marketing tradicional), e a promessa do novo. Este trecho não deve soar como uma nota de repúdio aos preceitos e fundamentos do marketing clássico de Philip Kotler, longe disso (mesmo)! Mas vamos explicar o porquê a forma como esses conceitos eram aplicados há 30, 40 anos atrás, não fazem mais sentido no mercado atual.

Sabe quando você simplesmente acorda com aquela vontade inexplicável de ligar a TV e, entre um bloco e outro de uma novela ou filme qualquer, assistir as suas propagandas favoritas?

Nem eu. Aquele comercial imperdível sobre as promoções da loja de móveis que, independente de quando você esteja assistindo, “é só amanhã”. Aquelas condições loucas dos mais variados modelos de entrada (sempre os mesmos 2 ou 3) das mesmas 3 ou 4 marcas de carros. Uau.

É exatamente neste ponto que o Inbound Marketing entra em ação. Este é o nome que dão para o “Marketing Digital” lá fora, justamente pelo seu conceito visivelmente oposto ao Marketing Tradicional, chamado de Outbound Marketing. Inbound, Outbound, sacou?

O conceito do Inbound:

É mais ou menos assim: houve um tempo em que o consumidor simplesmente não tinha opção se não chegar em casa após um longo dia de trabalho e assistir um filme qualquer na Tela Quente, e claro, ver um quinquilhão de propagandas do começo ao final do filme. Para ouvir suas músicas favoritas (ou nem tanto) na rádio? Mesma coisa… mais propagandas. Para ler uma revista ou jornal qualquer? 01 página de conteúdo, 03 de propagandas. Para acessar seus sites favoritos? Pop-ups infinitas, colunas laterais oferecendo as pílulas menos confiáveis do mercado, propagandas. Cansado de tudo isso? Que tal sair para andar pela cidade e simplesmente olhar em volta? Adivinha?

Você já pegou a ideia. Aliás, será que você conhece alguém que comprou um imóvel porque recebeu um panfleto no semáforo?

Falando nisso, quer pagar quanto?

A tecnologia avançou e impérios coorporativos que um dia foram vistos como inabaláveis, ruíram. Cá entre nós, eu sei que você já tirou fotos com produtos da Kodak, e que em algum ponto da sua vida já teve um Nokia. Eu também.

Por outro lado, start-ups nascidas em garagens lutaram contra o velho e defasado, passaram a dominar mercados multibilionários e… como mágica, surgiu o consumidor empoderado.

Não quer assistir propagandas? Netflix! Cansado de ouvir os mesmos jingles irritantes na rádio? Spotify! Esgotado da falta de educação (e muitas vezes de higiene básica) dos táxis dos grandes centros urbanos? Uber. Cansado das pop-ups, janelinhas e vídeos em praticamente todos sites que visita? AdBlock. Deu pra entender, né? O poder não está mais na mão das grandes corporações, e sim, na mão (ou no bolso) do consumidor. Na sua mão, na minha mão, e claro, na do seu cliente.

Tá bom vai, mas o que eu tenho a ver com a Netflix?

Vou responder essa da forma tradicional, ok? Com números. Você sabia que a Rede Globo, por exemplo, perdeu cerca de 38% de sua audiência na última década? Isso mesmo, mais de 1/3 da audiência de um dos maiores canais televisivos do mundo…. “sumiu”. Em contrapartida, a Netflix disparou 70% em um ano, chegando a incrível marca dos US$ 60bi na Nasdaq.

Já ouviu falar em “AdBlock“? É uma extensão para navegador, dessas que você baixa e instala no seu Google Chrome. O que ela faz é basicamente impedir qualquer tipo de propaganda de aparecer na sua navegação. Daquelas que aparecem nos vídeos do Youtube, às pop-ups irritantes e colunas laterais do Facebook. Todas. Ah… é a extensão mais popular para Google Chrome, com mais de 40 milhões de downloads.

E talvez você já saiba que o Procon possui um “Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing“, que faz exatamente o que o nome sugere: coloca o seu número numa espécie de “lista negra”, proibindo qualquer tipo de telemarketing de te alcançar.

Anunciar na mídia tradicional é cada vez menos eficiente, ao passo de que seus públicos diminuem…

É visível que o consumidor atual, empoderado, assim como eu e você, não é mais obrigado a consumir longas, repetitivas e tediosas propagandas, que nada tinham a oferecer além de alguma breve descrição superficial e condições aparentemente atrativas. Impérios corporativos já quebraram, estão quebrando e vão quebrar por causa disso.

Os 4 pilares do Inbound Marketing:

É aqui que entra a diferença entre o novo e o velho. Enquanto o Marketing Tradicional, chamado de Marketing Outbound, possuía e agia com um caráter extremamente interruptivo, literalmente atrapalhando uma certa programação ou conteúdo (que este sim, conquistou seu interesse) para enfiar goela abaixo uma série de produtos e valores que você simplesmente não solicitou, o Marketing Inbound (Marketing Digital) é justamente o contrário: é uma tentativa de fazer o cliente correr atrás de você, e não o contrário.

Calma Jason…não precisa mais correr atrás, não!

Ao invés de simplesmente atrapalhar e interromper a sua Sessão da Tarde, te mostrando propagandas intrusivas sem qualquer conteúdo útil (logo para você que só quer assistir seu filminho, e não ver o quão branco o Sabão X pode deixar suas roupas), o Inbound Marketing possui um fundamento muito mais… empático. Ele busca ajudar você. De verdade!

Imagine que o Outbound Marketing (tradicional), se apoia em 3 pilares básicos: Informar, Persuadir, Relembrar (para não dizer “interromper, distrair, irritar”). Enquanto o Inbound Marketing, por outro lado, se apoia em pilares diferentes: Ajudar, Demonstrar, Envolver, Empoderar. 

Nesta imagem, por exemplo, você pode ver algumas diferenças entre as diferentes eras do marketing:

A ideia é que o potencial cliente não só aceite de bom grado dar atenção aquilo que você tem a mostrar, como também, muitas vezes, fazer com que o próprio cliente corra atrás de você, por livre e espontânea vontade.

A ideia é fazer com que o cliente corra atrás de você, e não mais o contrário.

Parece utópico, né?

Exemplo prático (do tipo que poderia acontecer com você):

Para explicar melhor tudo que você aprendeu até agora, vou tentar consolidar todo esse conceito de Marketing Digital num exemplo…plausível. Tente imaginar comigo:

Você mora em apartamento. Sente falta de não acordar de madrugada com o cachorro do vizinho de cima sapateando pela casa, mas acha a segurança e o condomínio bastante agradáveis. Como todo morador de apartamento, nunca sabe exatamente qual parede (ou qual parte dela) vai conseguir furar com a sua furadeira convencional, e qual te fará perder seu tempo, sua broca e as vezes a própria furadeira…

Um dia desses você resolve que é hora de tapar aqueles incontáveis buracos nas paredes, frutos de tentativas fracassadas que andou fazendo pela casa. Sua parede está parecendo um queijo suíço, e está na hora de consertar.

Como você não é nenhum especialista em construção civil, fica na dúvida sobre qual produto precisa comprar para consertar os buracos na parede. Então, como qualquer pessoa normal faria, resolve pesquisar no Google. Algo como “como tapar furos na parede”, ou até “qual massa utilizar para tapar buracos na parede”.

Imediatamente você localiza um resultado em potencial para ajudar na sua missão. Você clica nele, e cai no blog de uma casa de materiais de construção. No post em questão, você aprende todo o procedimento correto (profissional) para tapar os furos de sua parede, com todos materiais que precisa comprar, ferramentas e etc. Tudo de graça, do começo ao fim. Uma verdadeira ajuda, afinal, agora que você sabe como fazer, basta comprar o produto certo e colocar as mãos na massa (literalmente).

Não só isso, como no final do post deste mesmo post, você é indicado a um outro post, que questiona seus conhecimentos sobre a diferença entre a massa corrida e a massa acrílica, diferença essa que você admite não saber. Então você descobre que, enquanto a primeira é mais barata porém não tem resistência à umidade, a segunda é um pouquinho mais cara, porém recomendada para áreas como cozinha, banheiro, etc. Olha só! Você descobriu tudo isso sem pagar um centavo, sem comprometimento, sem nada. Na faixa.

No final, como uma sugestão, o blog apresenta uma CTA (call-to-action) indicando que eles comercializam o produto que você necessita. Como você já conhece o blog e sente confiança nele (afinal, foi nele que você aprendeu tudo que precisava para resolver seu problema, de graça e na hora), e vai precisar comprar o produto de um jeito ou de outro… porque não comprar com eles?

Você acabou de entrar e sair de um funil de marketing digital. De mero visitante à cliente.

E tudo que a tal casa de materiais para construção precisou, foi de um blog. Disso e de posicionamento SEO, uma boa pipeline e estrategia de conteúdo, mas isso é história para outra hora…

Funil de Marketing

Se você já está familiarizado com o tal funil de marketing (funil de vendas, pipeline, etc), provavelmente deve estar pensando que o exemplo acima não foi o mais complexo possível. Mas note que o foco, neste momento, não é o funil em si (falaremos dele em algum outro post), e sim o fato de que foi você quem procurou a empresa. Você que escolheu entrar (e sair) do tal funil de marketing.

Da boca do funil (ao encontrar aquele primeiro post, na página de pesquisa do Google), ao meio do funil (ao se interessar por conteúdo mais avançado, estrategicamente indicado pelo próprio site), a ponta do funil (como comprador).

Ninguém interrompeu sua novela ou programa esportivo. Ninguém fez o papelão de usar o Tony Ramos como argumento de venda. Foi tudo… você.

E tudo isso porque alguém (neste caso fictício, o blog da casa de materiais de construção) resolveu estender a mão para você, te oferecendo ajuda (e conteúdo útil) de graça, como alguém que realmente se importa com você. Bacana, né? Tente se lembrar desta palavra, conteúdo, porque ela vai ser muito importante pra você e sua empresa daqui pra frente. Vamos voltar nisso mais tarde!

Já consegue imaginar algum exemplo parecido, na área da sua empresa?

As vantagens do marketing digital

Quando você anuncia um produto na televisão ou na rádio, como é que você sabe (com certeza quase que absoluta) quantas pessoas viram e ouviram sua propaganda? Quantas delas realmente compraram seu produto por causa da dita propaganda? Quantas delas pertenciam ao seu público-alvo, de fato? E eu não estou falando de algo primitivo, abstrato e pouco tangível como “anunciar no horário da Malhação porque é o horário em que os jovens assistem TV”.

Suponha que sua empresa possui um produto que atende a um público-alvo específico, digamos, o das lingeries. Será que realmente vale a pena investir em um broadcast caro e não segmentado, como a televisão? Ou seja, pagar para homens de todas as idades, além de crianças de ambos os sexos, assistirem a propaganda para o seu produto que na sua própria visão é desenhada para um outro público? Será que ao invés de dar tiros no escuro (pagando independentemente do número de acertos), não seria melhor investir em um canal segmentado, no qual seu produto só será exibido para o público-alvo certo, sem pagar mais por isso?

E aí, já acertei alguma coisa?

A satisfação e boa experiência de seus potenciais clientes já soa como um motivo bom o suficiente para começar a considerar o Marketing Digital em sua empresa? Ótimo, significa que você absorveu tudo que conversamos sobre o lance do ‘consumidor emponderado’.

Mas não acaba por aí. Veja uma lista modesta das principais vantagens do Marketing Digital ou Inbound Marketing:

  • Brand Awareness (reconhecimento da marca): Quem não é visto, não é lembrado. Com sua marca por aí, oferecendo conteúdo útil para seus potenciais clientes, com certeza mais cedo ou mais tarde algum deles irá lembrar de você. Essa é uma boa hora para pesquisar sobre um tal de “Efeito da Mera Exposição“, caso você ainda não tenha ouvido falar 😉
  • Autoridade Digital: Tem a ver com a presença da sua marca. É estar onde seu cliente está, oferecendo ajuda sem soar como um interesseiro. Sua marca tem a capacidade de tornar-se uma especialista em sua área de atuação, e fazer isso da maneira certa, sendo apreciado por isso
  • Relacionamento e Comunicação:  Se seu público só consegue se comunicar com a sua marca através de SACs e 0800s com musiquinhas irritantes, saiba que você está fazendo muito, muito errado. O marketing digital possibilita a comunicação entre empresas e consumidores de forma fácil, 24 horas por dia e muitas vezes em tempo real. Assim, a solução de problemas e mal entendidos se torna mais fácil, o que ajuda a marca a criar uma boa reputação e uma sensação de empatia e atenção por seus consumidores. E sim, eu estou falando de Facebook, Whatsapp e afins
  • Satisfação, Encantamento e Follow Up: Não é porque seu prospect virou cliente, que a história termina. Um bom follow up pode ser a diferença entre um cliente encantado, disposto a falar bem de sua marca (evangelizar, mesmo) para amigos e parentes, de uma bela reclamação no ReclameAqui, ou post negativo com milhares de compartilhamentos no Facebook. Afinal, você quer buzz e brand awareness, sim, mas do tipo positivo.
  • Velocidade: na internet tudo é mais rápido. Terminou de criar um post? É só clicar em publicar. Desde a produção até a mensuração de dados, é tudo feito na hora
  • Economia e Custo-Benefício: Lembra do preço pelos 30 segundos de comercial no horário do Super Bowl? Os US$ 5 milhões? Digamos que com pouco mais de 1/10.000 daquela grana, você já consegue começar a pensar na sua estratégia de Marketing Digital. Como você está exibindo seu conteúdo muitas vezes nas suas próprias mídias e canais (e não no espaço publicitário de uma enorme rede televisiva), seus custos são monstruosamente menores, e seu retorno sobre investimento (ROI), maiores. Sem falar que existem centenas de ferramentas de análise gratuitas por aí.
  • Direcionamento: Um dos motivos pelo qual a vantagem listada acima é possível. Com o marketing digital, seu esforço é mais focado. Ao contrário de um broadcast tão preciso quanto atirar no escuro, você escolhe exatamente quem irá visualizar os seus anúncios, quando e como. Quer focar em um público alvo específico, com idade, sexo, classe social, gostos e interesses ou até microrregião específica? Ou direcionar sua campanha exclusivamente para smartphones? Manda bala!
  • Avaliação de Métricas: Definitivamente um dos melhores pontos da lista. Quer saber exatamente quantos usuários caíram no seu site por causa do investimento na campanha X? Se esse usuário pertence ao público-alvo desejado? De onde exatamente ele veio, quais páginas do seu site visitou, que conteúdo leu? Onde clicou, por quais páginas passou, qual conteúdo o interessou e qual não deu bola? Onde a campanha rendeu mais resultados, em smartphones, tablets ou desktops? Em quais horários do dia ou dias da semana? Você pode! E com isso fica muito mais fácil direcionar campanhas, acertar investimentos, medir a eficiência e calcular o retorno de investimentos.

Social Media / Relacionamento & Comunicação

Acompanhamento de métricas e resultados através de plataforma específica

E aí, gostou? Então prepare-se para conhecer os principais canais que você precisa ter para adentrar no mundo do Marketing Digital.

Do que você precisa para começar

Chega de falar de teoria e vamos ao que interessa: o que você, meu caro amigo empreendedor, precisa ter para começar sua estratégia de marketing digital arrasadora?

Bom, pra explicar essa pergunta, vou começar pelo básico: o ciclo (ou metodologia) do Inbound Marketing, de acordo com a própria organização idealizadora do conceito, a norte-americana HubSpot:

Como você pode ver, todo ciclo do Marketing Digital pode ser destrinchado em 4 blocos principais: atração, conversão, fechamento e encantamento. Embora eu não vá me estender em cada uma das fases, seus nomes são bastante autoexplicativos, e você pode compreender facilmente que cada uma das fases exige ferramentas e estratégias diferentes para obter sucesso.

Ou seja, é necessário utilizar ferramentas variadas para se alcançar resultados variados, dentro de um timing que pode, também, variar. Entendeu? Basicamente você vai precisar (pelo menos) de:

  • Um site responsivo: Responsivo porque o Google, desde o início de 2017, se caracteriza como “mobile-first”. Ou seja, dá preferência para os sites que possuem alto nível de usabilidade em dispositivos mobile. Em 2016, o smartphone superou o PC e virou o aparelho nº1 para acessar a internet. Então dá pra entender o porquê o Google pensa assim, certo?
  • E dentro deste site, um blog: Os blogs estão se tornando um poderoso canal de informação e comunicação para as empresas. Por mais que o uso profissional de blogs pelas empresas tenha começado há pouco tempo, com a consolidação de um dos principais braços do marketing digital, o marketing de conteúdo, este canal é indispensável para o sucesso de qualquer estratégia de Inbound Marketing. Não só é um canal próprio, do qual você é dono (ao contrário do Facebook, Email, etc), o que te permite ter controle sobre conteúdo, dados, estatísticas e diversos outros fatores, como também é a principal peça de qualquer estratégia de otimização de rankeamento (SEO).
  • Otimização SEO: É nesta fase que o site e o blog serão otimizados para tornarem-se notórios tanto para o Google quanto para seus potenciais clientes. Isto significa, dentre outras centenas de coisas técnicas e difíceis de entender, elencar as principais palavras-chave que fazem sentido para o seu negócio; otimizar o conteúdo textual de site e blog a partir delas; otimizar a estrutura do seu website, tornando-o mais leve, rápido e responsivo; otimizar a experiência do usuário, tornando seu site mais agradável, satisfatório e principalmente persuasivo; criar templates ou guides de criação de conteúdo, alinhando as melhores práticas em SEO com o conteúdo criado; gerir o posicionamento do seu site no Google e outros motores de busca, avaliando resultados e realinhando estratégias para melhorar seu posicionamento constantemente. Uff… parece muita coisa pra se fazer sozinho, né? No final disso tudo, com um pouco de tempo e paciência, o resultado será o seu potencial cliente sendo capaz de encontrar o seu site no Google (e outros mecanismos) após pesquisar termos (palavras-chave) que tenham a ver com o seu negócio. Claro, o nome da sua empresa não conta.
  • Social Media Publishing: Ter perfil ativo e conteúdo de qualidade nas redes sociais que façam sentido ao seu negócio (e não em todas, indiscriminadamente). Investir no relacionamento com seu público, interagindo, conversando, solucionando problemas. Tudo que pode levar ao aumento significativo do conhecimento de sua marca e da autoridade e confiabilidade que as pessoas enxergam nela. Não se esqueça que, de acordo com o SEBRAE, cada pessoa satisfeita ou encantada irá compartilhar sua experiência positiva com, em média, 8 pessoas de seu círculo social, ajudando a espalhar o conhecimento sobre sua marca, de graça.

Macacos me mordam…consegue pensar em um ROI melhor do que este?

  • Investimento SEM & Ads: Agora, se o seu negócio for chegar chegando, porque não investir em anúncios online? O SEM (Search Engine Marketing) pode ajudar sua marca a encabeçar as páginas de pesquisa do Google, fazendo você estar lá pelo seu cliente quando ele mais precisa, mesmo que você ainda não tenha alcançado seu lugar ao sol com SEO… além disso, você pode investir em plataformas de Social Media, como o Facebook (além do Instagram, Linkedin, Twitter…e o que mais fizer sentido para sua marca) para conquistar um alcance maior de suas publicações, ou então dirigir tráfego para sua página ou site, enfim… a partir daí, quem manda são os objetivos da sua estratégia!E é aqui que você me pergunta: “Mas pera, isso não é Marketing Outbound?”Depende, eu te respondo. Depende para quem você está perguntando. Eu digo que não. Isso porque, ao contrário do Marketing Outbound onde as propagandas tinham um caráter interruptivo e não solicitado, aqui o seu anúncio somente será exibido para quem realmente se interessa pelo o que você tem a oferecer, e no momento certo. Bastante diferente, certo? Se você quiser continuar relacionando todo tipo de marketing pago como outbound, para facilitar o entendimento, não tem problema: desde que você compreenda que os dois podem (e devem) trabalhar juntos, em prol de um bem maior, que são os objetivos de negócio da sua empresa.

Ah… cuidado com conteúdo tendencioso, ok?

“A minha verdade é a única verdade…”

Cuidado ao pesquisar na internet, pois você logo irá perceber que cada autor possui uma “versão da verdade”, de acordo com seus próprios interesses. Você achará artigos afirmando com propriedade que o SEO está morto e que o futuro se encontra no investimento em Ads. Assim como também encontrará sites e blogs afirmando o contrário, apontando estatísticas abstratas e subjetivas (e potencialmente parcializadas) afirmando, por exemplo, que 75% das pessoas não acreditam em anúncios.

A verdade que deve ficar clara é que não existe receita de bolo no marketing digital. Tudo deve ser testado, pois cada caso é um caso, cada público-alvo é um público-alvo, cada produto, um produto…e assim por diante. O ideal é encontrar um ponto de equilíbrio onde acessos orgânicos se balanceiam com acessos oriundos de anúncios, talvez investindo (ads) apenas em keywords onde seu site não se sai bem através de SEO, por exemplo. Por isso, consulte seu especialista!

  • Formulários, calls-to-action e Landing Pages: Não basta possuir um site. Este site tem que ser útil, certo? Afinal, seu site não é uma obra-de-arte criada com o intuito de ser apreciada ou observada, apenas. Não, ele precisa trabalhar duro, tão duro quanto você, como se fosse um funcionário ou um sócio. E para isso, ele precisa ter a capacidade de converter visitantes anônimos em preciosos leads, contatos para sua base. Isso se dá, em geral, através de formulários, calls-to-action e landing pages estrategicamente posicionadas e disparadas em timings Alguns consideram esta fase o motor do Marketing Digital, pois sem ela, o veículo não sai do lugar. Por isso, é super válido contar com a ajuda de profissionais especializados para extrair o melhor da sua empresa, né?
  • Email Marketing, nutrição e workflows: A partir deste momento, você já está lidando com leads (e não mais com visitantes anônimos ou…ninguém). Você tem o email deles, uma forma de entrar em contato diretamente, passar sua mensagem, e ainda, avaliar o resultado. Será que seu contato abriu o email que você mandou pra ele com tanto carinho? Em quais links ele clicou? Qual conteúdo o interessou mais? Se sua empresa trabalha com diversos tipos de produto, com certeza você irá lidar, uma hora ou outra, com clientes que possuem interesse exclusivo em um ou outro produto específicos, e nada melhor do que enviar apenas o conteúdo de real interesse do seu potencial cliente, ao invés de um monte de propagandas indiscriminadas, não é? Não só isso, como esta fase pode ser completamente automatizada, com processos de nutrição de leads e workflows automáticos, como o disparo de e-mails automático para contatos que acessarem páginas específicas do seu site, ou baixarem conteúdo específicos, etc.
  • Conteúdo, conteúdo, conteúdo: Não basta ter um carro com um belo motor e ficar parado no acostamento por falta de combustível, enquanto seus concorrentes vão embora. No caso do Marketing Digital, se o motor é a capacidade de conversão do seu site e demais canais, o combustível é o conteúdo. Se você já leu algum artigo sobre marketing digital antes, provavelmente já se deparou com a expressão (até um pouco clichê) “Content is King”. Ele é, mesmo. É com ele que você vai alcançar seus clientes (e ser alcançado por eles) através dos mais diferentes canais, nas mais diferentes situações e fases da Buyer’s Journey. É ele que irá alimentar seu blog, suas páginas no Social Media, que irá ranquear seu site nos motores de busca e até mesmo dar um motivo para o cliente clicar em seus anúncios. Por isso, produzir conteúdo de qualidade, que realmente agregue para a vida do seu potencial cliente, responda dúvidas latentes, solucione problemas, é fundamental e indispensável. Se não tem tempo ou simplesmente aptidão para criar este conteúdo, tudo bem… existem várias empresas e start-ups da área de criação de conteúdo, como esta aqui (não somos filiados nem nada, ok?).

Profissional de Marketing Digital redigindo o conteúdo certo para a sua empresa

E que conteúdo é esse? O seu conteúdo multimídia pode ser um vídeo para seu canal no Youtube, um artigo com gráficos, dados, tabelas e infográficos no seu blog, fotos de interesse do seu público nas redes sociais, ebooks e guias para servirem de “isca digital” nos formulários e calls-to-action do seu site, um podcast no Soundcloud, enfim…tudo depende da área de atuação da sua empresa e do perfil do seu público-alvo, portanto, novamente não existe receita de bolo, o que existe é um estudo a ser feito, e muita inteligência a ser aplicada. Não vou estender muito nesta questão, mas prometo que assim que redigir um artigo falando especificamente sobre isso, coloco um link para ele aqui. A questão é que essa produção de conteúdo (do tipo que for) dá trabalho, leva tempo e geralmente não sai de graça, mas definitivamente vale a pena. E você vai aprender a corroborar isso avaliando métricas, na próxima seção deste artigo.

Depois de tudo isso (e mais um pouco), você já consegue ter um mecanismo de marketing digital funcionante e operante. Com ele, vai ser capaz de atrair novos visitantes, convertê-los em leads potenciais, nutri-los, ganhar sua simpatia e confiança, fechar a venda e finalmente encantá-los com um follow-up ou pós-venda surpreendente, ponto no qual seus próprios clientes irão passar a agir como promoters (ou evangelizadores) de sua marca, divulgando-a para seus amigos e familiares e contribuindo para mais e mais visitas caindo no topo do seu funil. Um círculo virtuoso de geração de leads e encantamento de clientes. Parece ótimo, né?

Mas claro, lembra que nós falamos sobre as principais vantagens do Marketing Digital e apontamos a possibilidade de avaliação de métricas como uma delas? Depois de colocar todo este motor movido à conteúdo para funcionar, é hora de estudar os resultados.

CSI: Marketing Digital - Avaliando métricas

Ao contrário do marketing tradicional, offline, e seu imenso número de achismos e “valores aproximados”, com o marketing digital você pode medir os resultados de sua estratégia com precisão.

Isso significa que além de definir táticas e objetivos para sua campanha, você não pode esquecer de medir os resultados. Entender as principais métricas do marketing digital vai te ajudar a compreender melhor sua audiência e se posicionar da melhor maneira possível.

Horatio Caine após aprender a “investigar” os resultados da sua estratégia de Marketing Digital.

Engajamento

Para cada canal utilizado, é preciso medir e conhecer o nível de interação que seu público-alvo está tendo com as suas campanhas. Para isso, é necessário entender o comportamento dos usuários em cada situação.Nas redes sociais, por exemplo, fique atento ao número de social signs, como comentários, compartilhamentos e reações (como likes) nas suas postagens. Falando em comentários, não se esqueça da importância de interagir e responder aos comentários de seus seguidores.

No caso do email marketing, procure acompanhar as taxas de abertura e taxas de cliques dos seus e-mails, já que elas indicarão se você está enviando conteúdo relevante para seus contatos. Algumas ferramentas permitem que você compare seus números com as médias para o seu nicho de mercado, e até que visualize onde, exatamente, seus usuários clicaram.

No caso do seu site ou blog, o Google Analytics pode ser uma ferramenta valiosa, pois indicará o número de visualizações por página, o tempo médio de visita, quantas vezes seus visitantes retornam para seu site e até mesmo de onde suas visitas estão se originando.

CAC – Custo de Aquisição de Clientes

Você talvez já tenha ouvido falar nesta métrica, ou até a utilize em seu modelo de gestão atual. Se você ainda não conhece, precisa saber que este cálculo irá te indicar quantos recursos você gasta para que alguém se torne seu cliente.É um cálculo simples, veja: Custos em marketing digital / número de clientes conquistadosBasta somar todos os gastos relacionados ao marketing digital e dividir pelo número de clientes conquistados. Então digamos que você invista R$ 500,00 mensais em Google Ads e R$ 500,00 em produção de conteúdo e gestão de social media, e este investimento de R$ 1.000,00/mês lhe gere, em média, 4 clientes mensais. Neste caso, seu CAC seria de R$ 250,00. O que seria um bom número se você estiver vendendo um produto de valor superior a este, como uma consultoria ou um veículo. Mas provavelmente um número não tão bom se você tenha um ticket médio muito menor, como por exemplo, um ecommerce que venda meias.

Note, portanto, que o CAC por si só é apenas um indicador, e o que irá dizer o quão bom seu CAC é, depende diretamente do ticket médio de seu negócio, ou, dependendo de seu modelo de negócios, do LTV (life time value) de seu cliente. Com isso em mente, você será capaz de dizer se uma estratégia de SEO está atraindo mais clientes por menos custo, ou se uma estratégia de Facebook Ads não está gerando resultado algum.

ROI – Retorno sobre Investimento

Qual é o retorno do seu investimento em Marketing Digital? Métrica muitas vezes ignorada por ”profissionais” de marketing, o ROI pode ser considerado o principal indicador do sucesso de suas campanhas em marketing.Existem alguns modelos diferentes para se calcular o ROI, de acordo com o modelo escolhido pelo seu profissional de marketing, consultoria ou quem quer que seja. Vai do gosto do cliente. Mas basicamente, o ROI considera a receita gerada pelo seu investimento e o valor do investimento em si. Assim:

ROI = (Ganho obtido – Investimento) / Investimento

Por tanto, se o ganho obtido foi de R$ 50.000,00 e o investimento inicial foi de R$ 10.000,00, logo:

(R$50.000,00 – R$ 10.000,00) / R$ 10.000,00 = 4

Isso significa que o investimento em questão teve retorno de quatro vezes o valor do investimento inicial. Para os adeptos da porcentagem, basta multiplicar o valor obtido por 100, obtendo, no exemplo citado, 400% de ROI.

As empresas que avaliam esta métrica possuem estratégias de marketing mais refinadas, complexas e eficientes.

Como aprender Marketing Digital

Se você leu até aqui (uff…), já domina os conceitos básicos do Marketing Digital e sabe o quão importante ele é para a sua empresa.

Mas acredite, marketing digital é um conceito muito mais complexo do que parece (e nós sabemos que ele já parece complexo o suficiente). Por isso, se quiser aprender mais, não se esqueça:

Procure materiais didáticos

Seja baixando ebooks, assistindo webinars ou fuçando blogs, como este. Uma rápida pesquisa no Google deve ser suficiente para encontrar um universo de conteúdo para ajudar você a oxigenar seus conhecimentos!

Mantenha-se atualizado

O Marketing Digital, assim como a tecnologia, evolui e se atualiza constantemente. Muito provavelmente, enquanto você está lendo este post, a Google já está pensando em mudar algum algorítimo ou fator de rankeamento importante, e assim que isso acontecer, você não pode correr o risco de basear sua estrategia em conhecimento defasado, certo?

Acompanhe blogs nacionais e internacionais, assine listas de email e até siga um ou outro ícone da área no Twitter. Pesquise por conteúdo específico sobre uma ou outra área do Marketing Digital, como Social Media ou Email Marketing, ou sobre o Funil como um todo. Seja como for, nunca deixe de aprender!

Estudando Marketing Digital…

Como escolher uma agência de Marketing Digital

Agora que você já sabe tudo sobre os conceitos básicos de Marketing Digital e até consegue imaginar o como planejar uma ou outra campanha para sua empresa, surge a pergunta:

Como escolher uma agência de Marketing Digital?

Fazer uma pesquisa completa sobre as agências disponíveis no mercado é essencial para você acertar na sua escolha. Procurar saber não só as certificações e qualificações da agência ou profissional em questão, mas também seu perfil e DNA.

Lembre-se: uma consultoria de Marketing Digital é algo duradouro, planejado para médio e longo prazo. Muitas vezes estamos falando de projetos de 6 meses à 1 ano, no mínimo. Por tanto, é essencial comprometer-se com um profissional que compartilha de sua visão, essência e perfil, afim de obter o máximo desta relação sem que ela se desgaste ou mostre-se não tão eficiente quanto o esperado.

Pergunte, questione, investigue

Não tenha vergonha de perguntar! Pense nos objetivos de sua empresa ao utilizar o Marketing Digital, e questione quem quer que seja que você esteja considerando contratar: seus objetivos estão de acordo com os serviços oferecidos pela consultoria, agência ou profissional? Será que eles estão capacitados para compreender a essência do seu negócio e posicionar-se eficientemente em seu nicho, diante das necessidades específicas do seu mercado ou público-alvo?

Conheça a equipe, marque um café, converse. Descubra quem eles são como profissionais e tenha conhecimento de todos os processos que serão envolvidos na realização do projeto ou consultoria para seu negócio.

Compare não apenas os preços, mas também os serviços oferecidos. Não se deixe enganar por promessas surreais ou estatísticas estratosféricas e tendenciosas. Aquela agência que promete um aumento de “até 1.000% no número de leads”, pode estar se referindo a 1.000 acessos gerados, em relação ao zero anterior, porém com nenhum fechamento registrado. Não se esqueça que “Marketing Digital” é um conceito amplo, e que cada agência possui seu próprio escopo projetual e cronograma, portanto questione, avalie e verifique se o mesmo faz sentido em relação às necessidades únicas do seu negócio.

Avalie o portfolio da agência, principalmente se for ela quem irá produzir o seu conteúdo multimídia: seu estilo visual e de comunicação condizem com o branding e com os valores da sua marca?

Como irão funcionar as entregas? Haverá o envio de relatórios, análise de desempenho e redesenho da estratégia em acordo? O conteúdo será produzido pela própria agência, pela empresa contratante ou por algum parceiro, terceirizado?

Enfim… pergunte, questione, investigue, estude, avalie. Serão no mínimo 06 meses de projeto, e com certeza sua decisão irá afetar no desempenho de suas campanhas, no posicionamento da sua marca e no retorno de seu investimento.

Quais são as qualificações da agência?

Não estamos falando de cada micro certificação obtida em sites sem tanta autoridade no assunto assim. Claro, algumas certificações internacionais são valiosas e podem servir de indicadores para o nível de conhecimento, experiência e o quão atualizados e oxigenados os profissionais da agência em questão são. Nós aqui na Quack, por exemplo, possuimos a certificação internacional da HubSpot, maior autoridade global em Marketing Digital, a “Inbound Certification”. Também temos profissionais certificados em “Google Ads”, que como você deve imaginar, é o que há de mais peso na área de anúncios digitais.

Além disso, conheça os profissionais, seus modelos de atuação, seus cases anteriores. A agência em questão desenvolveu uma metodologia ou processos próprios? Ou simplesmente apoderou-se de algum método standard encontrado na internet? Aqui na Quack, utilizamos uma metodologia própria, baseada na estrutura dinâmica e iterativa do Design Thinking e em alguns conceitos mais específicos de User Experience, que é a área do Design que foca na Experiência e Satisfação do Usuário. Temos nossos próprios processos, cronogramas e key-points, tudo pensado na melhor solução possível para os problemas singulares de cada cliente.

Fique atento as micro certificações sem peso, que só estão lá para encher linguiça.

Por ultimo, mas não menos importante: não seja pão duro!

Não estou dizendo para você sair por aí e contratar as mesmas agências colossais que as companhias multibilionárias contratam para produzir comerciais para o Super Bowl. A menos que sua empresa tenha os US$ 5 milhões sobrando para comprar os 30 segundos mais caros da televisão, fora o valor do investimento do comercial em si. Se for este o caso e você aterrisou neste post sem querer, pule esta seção e vai na fé.

O que estou dizendo é para não cair na armadilha da economia burra. É melhor pagar um pouquinho a mais na agência em que você sentiu mais confiança e credibilidade no que apostar na sorte com o profissional obscuro e não reconhecido sem nem um site próprio para mostrar.

Contratar profissionais certificados pode ser mais indicado do que acabar perdendo oportunidades de negócios para poupar recursos. Seja esperto com seu orçamento, saiba onde investir!

Concluindo...

Como você pôde perceber, marketing digital é algo bem complexo e envolve uma série de processos e micro ações sob planejamento avançado. Ainda há muito, muito espaço para o crescimento e popularização do conceito, mas aos poucos, a verba de marketing das empresas está abandonando o tradicional e offline e migrando para o Digital.

Se a sua empresa ainda não investe em marketing digital é hora começar a considerar seriamente, pois os resultados podem ser impressionantes. Espero que esta “breve” introdução ao tema sirva como primeiro passo para você entender o suficiente para ir nessa direção, com tudo!

E se ficou alguma dúvida sobre o assunto, pode entrar em contato conosco e… perguntar, perguntar, perguntar!